África | A pirataria no Golfo da Guiné ameaça a soberania de São Tomé e Príncipe

Embarcações são alvo de piratas no Golfo da Guiné./ Foto:  Jorge Bravo

Embarcações são alvo de piratas no Golfo da Guiné./ Foto: Jorge Bravo

Como nos séculos passados, criminosos agem em alto-mar. A diferença é que agora estão à procura de embarcações com pescado, galões de combustível ou barris de petróleo. Leia reportagem produzida por Thiago Melo, pelo programa Beyond Your World, que foi publicada no Diário Digital de Portugal.

Alguns dias de trabalho em alto-mar haviam se passado. A tripulação do Dona Simoa se preparava para deixar Porto Gentil, na costa do Gabão,  e voltar para São Tomé Príncipe. Daniel Veloso, que há mais de 10 anos é pescador, estava entre os 12 tripulantes que foram surpreendidos por um grupo de criminosos que chegou em outra embarcação. “Era um barco tipo bote, com poucas coisas, mas com uma tripulação de 22 pessoas. Ao princípio nós achámos que precisavam de ajuda, mas quando encostámos no barco, fomos atacados. A maioria dos que lá estavam apontou-nos metralhadoras ou facas. O nosso comandante foi logo dominado”, relata Daniel, que, mesmo depois de quase passado um ano, ainda se lembra, assustado, da acção dos piratas.

Após o ataque, Daniel conta que todos ficaram sob a mira dos piratas. Enquanto uns vigiavam a tripulação do Dona Simoa, outros davam conta de carregar a embarcação clandestina com todo o pescado e combustível que encontraram no barco de suas vítimas.

“Eles conseguiram levar 400 quilos de peixe que havíamos capturado para vender em São Tomé, e mais 4 galões com cerca de 200 litros de combustível. Depois de roubarem tudo, foram embora. Não conseguimos mais voltar para São Tomé, pois já não havia combustível para a viagem. Denunciámos o ocorrido a Polícia do Gabão, mas nada aconteceu”.

Relatos parecidos ao de Daniel Veloso são contados por outros homens que precisam ir até alto-mar para trabalhar na pesca. Nos últimos anos, o Golfo da Guiné foi surpreendido com o aumento de assaltos e roubos, ações conhecidas como pirataria marítima. Segundo o relatório internacional produzido pela seguradora Allianz Global, foram registrados no ano passado, naquela região, 48 incidentes de pirataria. De acordo com o relatório da Allianz, os ataques em 2013 representam 18% das ações piratas em todo o mundo.

Navios petroleiros  estão entre os alvos dos piratas que agem no Golfo da Guiné./ Foto: Jorge Bravo

Navios petroleiros estão entre os alvos dos piratas que agem no Golfo da Guiné./ Foto: Jorge Bravo

A reportagem completa está no Diário Digital. Clique aqui para continuar a leitura!

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