Crônicas de viagem | O pop psicodélico iraniano pré-revolução e o cosmopolitismo de Londres

O mundo se encontra em Londres. O cosmopolitismo compõe o cenário da cidade./ Foto: Thiago Melo

O mundo se encontra em Londres. O cosmopolitismo compõe o cenário da cidade./ Foto: Thiago Melo

Era a segunda vez que eu viajava para Londres. A primeira havia sido praticamente de passagem, quando estive na cidade por questões acadêmicas. Londres sempre me encantou, chamou atenção. E quando estive lá, desde a primeira vez, comprovei que tamanha curiosidade não poderia ser para menos.

Andar pelas ruas londrinas é um verdadeiro passeio pelas culturas dos cinco continentes. Ouve-se os diferentes idiomas, vê-se as vestimentas tradicionais de muçulmanos, indianos, africanos… os rostos dessa gente.

Algumas pessoas que lá estão foram em busca de uma vida melhor e conduzem negócios próprios, outros apenas para aproveitar a cidade. E como aproveitam (em especial as muçulmanas, que geralmente são vistas cheias de sacolas de compras – na maioria das vezes das lojas mais caras da cidade)!

Nessas andanças por Londres, na última vez em que estive lá, no verão, fui ao Camden Town Market. O mercado reúne centenas de lojas e comerciantes que vendem de um tudo, trazendo referências de todos os lugares do mundo.

Enquanto andava na rua principal eu via roupas e assessórios heavy metal, óculos escuros dos mais variados estilos, lojas de tatuadores, entre outras coisas. Logo entrei à direita, depois de uma ponte, e me senti numa daquelas ruas indianas que vemos em filmes, cheias de gente. Era uma espécie de vila gastronômica com comida de inúmeros países. Um vendedor de comida tailandesa oferecia provas das iguarias quando olhou para mim e as amigas que estavam na viagem e começou a falar em espanhol; depois ele soube que falávamos português e passou a falar o nosso idioma! (!!!)

No Portobello Market, em Notting Hill, um dos mercados de rua mais famosos de Londres, também há amostras do cosmopolitismo da capital inglesa. Ouvi uma música que chamou a minha atenção. Era numa loja ambulante de CDs e compactos antigos. Perguntei ao vendedor o que estava tocando e, logo, uma surpresa: “isso é funk pop psicodélico iraniano pré-revolução”, disse-me ele, mostrando o CD com o ritmo. Em que outro lugar do mundo eu poderia ouvir isso?! De repente, só mesmo no Irã!

Adoro o cosmopolitismo londrino!

P.s: Para quem ficou curioso (como eu), aqui uma amostra do ritmo pop iraniano pré-revolução:

 

 

 

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