Cenários latino-americanos: os diferentes contextos de favelização nos países em desenvolvimento 

36% da população urbana vive em

No Peru, 36% da população urbana vive em “pueblos jovenes” de acordo com a Population Reference Bureau.

A América Latina abriga pelo menos 111 milhões de pessoas em comunidades informais, segundo dados divulgados pelo último levantamento feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2012. Um continente cheio de contrastes, mas que é unido pelas mazelas sociais e políticas que muitas vezes impedem o desenvolvimento nos países. Para identificar as características da realidade vivida por estes milhões de cidadãos a ONG Comunidades Catalisadoras organizou um atlas interativo, pelo qual se pode ter acesso a dados e informações sobre as favelas e comunidades latino-americanas. 

Segundo a ONG, não é possível generalizar estas comunidades por apenas um termo – Favela, por exemplo, pois estes locais têm características e culturais muito próprias, o que muitas vezes define o nome dado a essas aglomerações populares. “Examinando dados específicos em lugares diversos, descobrimos que todos têm pontos em comum, mas o contexto sócio-político é sempre diferente, e a resposta dada a este fenômeno também. Este contexto produz o termo usado em cada local para descrever os seus assentamentos informais”, afirma a página da ONG.

Reprodução do Mapa Interativo da ONG Comunidades Catalisadoras.

Reprodução do Mapa Interativo da ONG Comunidades Catalisadoras.

No caso da América Latina, os nomes que são dados a estas comunidades têm um peso negativo muito forte. Por meio destes nomes percebe-se a marginalização inerente em cada contexto, tirando dos cidadãos o direito à cidade e a serviços básicos. 

As favelas, como são conhecidas estas comunidades no Brasil, são formadas devido a falta de políticas públicas que ofereçam habitações adequadas à famílias de baixa renda, que acabam por construir habitação informais em terrenos baldios. Já que são assentamentos ilegais, no início não possuem os serviços básicos, mas com o tempo serviços como água encanada, eletricidade, saúde e educação chegam, porém quase sempre de forma precária ou inadequada. 

A favelização no Brasil

Favela no Rio de Janeiro, Brasil.

Favela no Rio de Janeiro, Brasil.

É cada vez mais contada a história do termo ‘favela,’ que foi aplicado aos assentamentos informais brasileiros à partir de 1897, quando soldados de Canudos, após vencida a guerra, voltaram ao Rio para receber terras prometidas, porém não receberam. Instalaram-se no que hoje é conhecido como o Morro da Providência no Rio de Janeiro, e chamaram de Morro da Favela em homenagem às plantas, favelas, que nasciam facilmente nos morros e colinas de Canudos. Ao longo das próximas décadas, o êxodo rural e a falta de moradia acessível em centros urbanos impulsionou a formação de centenas de assentamentos pelo Brasil.

Dados: 12 milhões de brasileiros moram em favelas espalhadas pelo país. A cidade do Brasil com o maior número de moradores de favela hoje, o Rio de Janeiro, contém mais de 1000 favelas, reclassificadas em 625 pela Prefeitura em 2010. Favelas brasileiras são responsáveis por movimentar 38,6 bilhões de reais por ano, o equivalente ao PIB da Bolívia ou o que equivaleria à economia do 5o estado brasileiro. Hoje 65% são de classe média.

Acesse aqui o mapa contraído pela ONG Comunidades Catalisadoras >> http://comcat.org/favelasmapainterativo/

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